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A Economia de Moçambique de Samora Machel

Samora Moises Machel, Primeiro Presidente da República Popular de Moçambique desde a independência Nacional a 25 de Junho de 1975 até 19 de Outubro de 1986, onde viria a perder a vida num trágico acidente de aviação, sempre assumiu uma política de promoção do desenvolvimento economico de Moçambique em bases socialistas. O Anuncio das nacionalizações logo nos primeiros dias após a independência veio a cristalizar esta visão de Samora Machel para uma economia centralmente planificada.

Um dos grandes sinais foi a criação da Administração do Parque Imobiliario do Estado (APIE) tomando assim o Estado o controle do mercado imobiliário com rendas proporcionais ao rendimento dos cidadãos e e ao agregado familiar.

O Apoio de Países Socialistas como a URSS (Actual Russia), Cuba, China, Argélia e outros que já eram aliados da FRELIMO durante a luta pela independência fez com que se introduzissem grandes programas e campanhas de socialização das zonas rurais que contribuiram para um incremento da produção nos primeiros anos do pós-independência.
Outra grande medida económica de Grande vulto de Samora Machel foi a introdução, em 1980 da nova moeda, o metical, em substituição do escudo ora em uso. Foi uma medida muito difícil porque o Banco Central estava a enfrentar um desafio que era o de estabilizar-se e dar um rumo a condução da política monetária de Moçambique.

As medidas de nacionalização e de controle das empresas por parte do Estado de certa maneira retrairam o investimento estrangeiro e geraram a paralização de muitas empresas porque não havia capacidade de gestão de empresas principalmente nos ramos industrial, textil e metalúrgico. A distribuição da renda era relativamente equitativa e não havia o fosso entre ricos e pobres que hoje se verifica, mas em contrapartida o País não tinha o capital humano necessário para o arranque de uma independência económica efectiva.

Samora teve a visão suficiente para se aperceber que as políticas que implementava tinham entraves e que a economia Moçambicana entrava em queda nos primeiros anos da década 80, tendo abrandado e finalmente organizado os acordos com o Banco Mundial e FMI para o relançamento da economia nesse período.

Exactamente nessa altura em que se preparava para fazer a viragem na política económica Samora Machel perde a vida num acidente aéreo até agora não devidamente explicado, mas não interessava a todos que as políticas económicas centralmente planificadas dessem lugar a novas maneiras de ver o mercado Moçambicano.
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