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IX Conferência Anual do Sector Privado – Moçambique

Decorre de 29 a 30 de Outubro em Maputo, a 11ª Conferência Anual do Sector Privado sob o lema “Produtividade e competitividade: Caminhos para o Mercado Global. O Encontro de Maputo tem em agenda assuntos ligados à interacção entre o sector privado e o governo, nomeadadamente os custos de transacção, a visão estratégica para o desenvolvimento da agricultura em Moçambique, as oportunidades de negócios , a actual crise financeira mundial e as suas repercursões no mercado Nacional e outros assuntos de interesse económico.
O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, que procedeu à abertura do evento salutou o evento e tocou naquilo que se considera como o principal desafio para o desenvolvimento de Moçambique nos próximos anos: tornar os distritos como polos de desenvolvimento de Moçambique. Apontou as medidas que o Governo Moçambicano vem levando à cabo para o efeito tendo indicado a implantação de mais infra-estruturas tais como as rodovias e ferrovias que facilitam a ligação entre os centros industriais e comerciais do País, a expansão da rede nacional de energia eléctrica, de telefonia móvel e fixa que viabilizam empreendimentos sociais e económicos e facilitam a comunicação dentro do País e com o resto do mundo.
O Presidente da Confederação das Associações Economicas e Empresarias de Moçambique (CTA), Salimo Abdula, no seu speech de abertura em representação do sector privado defendeu a necessidade de incremento de reformas profundas no ambiente de negócios como forma de baixar os custos e aumentar a produtividade e competitividadeque o sector privado necessita para a sua inserção efectiva na economia mundial.
Salimo Abdula apontou igualmente os desafios que se impõem ao sector privado Moçambicano face à crise financeira internacional, sugerindo que o Governo e o Banco Central Moçambicano (Banco de Moçambique ) garantam a manutenção das linhas de disponibilidade de crédito bancário interno para o sector produtivo.
Certamente que a crise Financeira internacional será o pano de fundo nas reflexões deste encontro do Sector Privado Moçambicano e é importante referir que recentemente o Governo Moçambicano veio a público tranquilizar os agentes económicos considerando que a crise económica internacional não terá efeitos nefastos para o País, pelo menos a curto prazo. No entanto esta posição do Governo não é aceite por todos os quadrantes da economia Nacional, principalmente pelo sector privado Moçambicano. Mantém-se a questão da apreensão do sector privado pois o sector financeiro Moçambicano é dominado por firmas Estrangeiras (Sul Africanas, Europeias e Asiáticas) que estão sob elevado risco de rotura financeira causada pela escassez de liquidez e pelos excessos que o sistema internacional de crédito suportaram durante os últimos anos.
A Grande questão que se coloca é saber se o Governo Moçambicano, através das suas combinações de políticas fiscal e monetária, vai seguir o exemplo dos EUA e Reino Unido, de “escangalhar” várias teorias macroeconómicas sobre o papel do estado na economia e, tal como diz Marcelino dos Santos, adotar o único sistema actualmente viável para tirar o planeta e o continente da crise: o Socialismo científico ??
Foto tirada aqui
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