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Qual é a sua avaliação dos primeiros 6 meses do ano 2017 em Moçambique

No principio do ano escrevi aqui sobre os meus prognósticos relativamente ao ano 2017, tendo considerado que era o ano da nova caminhada em Moçambique. Passados 6 meses , gostaria de contar com a sua avaliação, por isso vale a pena rever o texto para aferir os desenvolvimentos nos campos político e econômico que se verificam e continuarmos a projectar o ano 2017, sem descurar da conjuntura política e econômica regional e internacional que continuam favoráveis para o nosso país, pese embora persistam desafios.

Sem sombra de dúvidas que continua visível a demonstração, a nível pessoal, por parte do Presidente da República, Filipe Nyusi, do seu assinalável engajamento em questões sensíveis do país e na diplomacia internacional, tanto no campo político assim como econômico, no entanto vamos o público é quem melhor avalia.

Que aspectos positivos e negativos podem se destacar até ao momento nos seguintes campos :

  • Alcance da Paz efectiva;
  • Desenvolvimento da agricultura;
  • Impacto das redes sociais na governação;
  • Preparação do 11 Congresso da FRELIMO

Basílio Muhate

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Primeiro Discurso de Estado proferido por Samora Moisés Machel, Presidente da FRELIMO, por ocasião da sua tomada de posse como Presidente da República Popular de Moçambique

Maputo, 25 de Junho de 1975

Moçambicanas, Moçambicanos;

Operários, Camponeses, Combatentes, Compatriotas:
Às zero horas de hoje nasceu a República Popular de Moçambique, Estado que nasceu do combate multissecular do nosso povo pela liberdade e independência. Estado em que pela primeira vez no nosso país se implanta o poder da aliança dos trabalhadores.

A nenhum moçambicano, a nenhum cidadão de qualquer país, livre ou ainda oprimido, escapa a profunda significação histórica deste momento na vida do nosso povo, como não escapa também a dimensão internacional deste facto em relação à Comunidade das Nações da qual passamos a fazer plenamente parte integrante.

Mas é menos sobre o presente, embora exaltante que vivemos e que transparece nas nossas faces, nas nossas casas, nas nossas ruas, mas que existe mais profundamente ainda nas nossas consciências, é menos sobre esse presente imediato de alegria, de entusiasmo e de euforia que queremos falar. Queremos sobretudo recordar o passado para melhor poder projectar o futuro.

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Basilio Muhate, historia de mocambique, Inteligencia dos Moçambicanos, Literatura Moçambicana, Moçambique, Samora Machel

​DISCURSO PROFERIDO PELO DOUTOR EDUARDO CHIVAMBO MONDLANE, PRIMEIRO PRESIDENTE DA FRELIMO, NA SESSÃO DE ABERTURA DO I CONGRESSO DA FRELIMO 

Dar-es-Salaam, 23 de Setembro de 1962

FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) nasceu da fusão de três movimentos (MANU, UNAMI e UDENAMO). Esse processo foi antecedido de reuniões e consultas entre os vários actores então envolvidos. Como resultado desses encontros, foi criada uma comissão constitutiva para a formação de um único movimento. A comissão, composta por Marcelino dos Santos, Pascoal Mocumbi, João Munguambe, Feliciano Gundana, trabalhou e organizou a primeira reunião que culminou com a formação da Frente de Libertação de Moçambique – FRELIMO, em 25 de Junho de 1962. Após a criação, os militantes deste movimento decidiram organizar o primeiro Congresso, órgão máximo do movimento, para definir os objectivos, os programas e as acções concretas para que todos os Moçambicanos que aderissem ao movimento libertador os assumissem com coragem e determinação . Assim, o primeiro Congresso da FRELIMO realizou-se em Dar-es-Salam, entre 23 e 28 de Setembro de 1962, no “Arnotorgh Hall”. Estiveram presentes 80 delegados e 500 observadores . Entre os convidados estavam duas figuras de alto nível da TANU e do Governo de Tanganhica que fizeram discursos de encorajamento e de prontidão do povo tanzaniano na procura do caminho para a Independência de Moçambique. Tratou-se do então Vice-Presidente Rashidi Nfaume Kawawa e de Oskar Kambona, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional .

Na abertura do Congresso, o Presidente da FRELIMO, Doutor Eduardo Chivambo Mondlane, proferiu o seguinte discurso:

Compatriotas Moçambicanos, irmãos Moçambicanos.

Sentimos um grande prazer por, mais uma vez, vos ver reunidos nesta sala. Estivestes aqui presentes ontem, feriado, e depois de um longo dia de intenso trabalho, eis que nos vemos novamente.

A vossa presença compatriotas, constitui, em si uma prova indiscutível do interesse que tendes pela árdua luta contra o colonialismo. Mostra ainda que nenhuma circunstância, por mais difícil que ela seja, vos impedirá de continuar a lutar.

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Cooperação China-Africa vista pela juventude Africana *

* Edmundo Galiza Matos Junior, intervenção em representação de África na abertura do Primeiro Festival da Juventude Asia-Africa, Beijing

Distintos dirigentes da República Popular da China
Caros jovens asiáticos, africanos e nossos hospedeiros da China
Minhas senhoras e meus senhores

1. Cabe-nos a honra de proceder a um discurso em representação de todos os jovens africanos, convidados pelo nosso país amigo e irmão, a China e fazemos com bastante agrado, mas sobretudo com muita esperança de aqui renovarmos os nossos laços de irmandade;

2. Começo por fazer um enquadramento histórico, político e social do nosso maravilhoso continente, África;

3. O Norte da África é a região mais antiga do mundo. A civilização egípcia floresceu e inter-relacionou-se com as demais áreas culturais do mundo mediterrâneo;

4. Durante o século quinze, exploradores europeus de Portugal, da Espanha, da França, da Inglaterra e dos Países Baixos chegaram a África e iniciaram o comércio de escravos;

5. Os nossos antepassados foram usados para desenvolver o ocidente como mão-de-obra barata, como escravos. As primeiras viagens científicas a Africa realizadas por Charles-Jacques Poncet na Abissínia, em 1700; James Bruce em 1770, procurando o local onde nasce o Nilo; Friedrich Konrad Hornermann viajando no deserto da Líbia num camelo, em 1798; Henry Morton Stanley e David Livingstone na bacia do Congo, em 1879 abriram as portas para a divisão de um continente que destruiu e modificou as estruturas sociais, económicas, políticas e religiosas da maioria do território da África negra;

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economia de mocambique, economia., Mozambique Economics

​Será que a privatização das empresas públicas vai beneficiar o interesse público? *

Durante décadas antes dos anos 80, os governos de todo o mundo aumentaram o alcance e a magnitude das suas actividades, tendo em conta uma variedade de tarefas que o sector privado realizava anteriormente. Nos Estados Unidos, o governo federal construiu estradas e barragens, realizou pesquisas, aumentou sua autoridade regulamentar através de uma expansão das suas competências, concedeu valores monetários aos governos estaduais e municipais para as funções de apoio que vão desde a educação até a construção de estradas. Na Europa Ocidental e América Latina os governos nacionalizaram empresas, industrias, bancos, sistemas de saúde e na Europa Oriental, os regimes comunistas esforçaram-se para eliminar completamente o sector privado.

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Geraçao 8 de Março, Moçambique, Mulher, Mulher Moçambicana, OMM, Sem categoria

Dedicatória pelo dia Internacional da Mulher 

8  de  Março é o dia  Internacional  da  Mulher, que em Moçambique celebra-se sob  o Lema:”As  Mulheres  no  Mundo  do  Trabalho  em  Mudança:  Por Um  Planeta  50-50  em  2030”. Quero associar-me a este movimento de reconhecimento à Mulher, particularmente à Mulher Moçambicana, nossa avó, nossa mãe, nossa irmã, nossa esposa, nossa filha, nossa amiga, nossa colega,  pela passagem deste dia.

Não há dúvidas que a Mulher sempre demonstrou a sua abnegação, dedicação e sacrifício nas acções que desenvolve em prol das famílas, das comunidades e da sociedade em geral.

As mulheres são grandes percursoras e activistas da igualdade do genero, participaram activamente na luta pela independência de Moçambique,  criaram o Destacamento Feminino que mais tarde viria a ser a Organização da Mulher Moçambicana (OMM)  grande impulsionadora do movimento associativo feminino em Moçambique.

Orgulho-me em constatar que nos campos político, económico e social existem em #Moçambique e em todo #Mundo, mulheres que se destacam pelo mérito e pela abnegacção às activitidades que desenvolvem.

 Desejo festas felizes  à  toda #Mulher  do  Mundo e  em  particular a Moçambicana por esta data.

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Ps: Não posso deixar de felicitar aos jovens da Geração 8 de Março que em Moçambique, sob liderança do Presidente Samora Moisés Machel, se destacou  em tarefas de construção do estado Moçambicanos no período pós-independencia.

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Basilio Muhate, Comercio em Moçambique, economia de mocambique, Governo de Moçambique, INAE

INAE : assim é que é !

Quando em 2010 o então Ministro  Indústria e Comércio de Moçambique, Antonio Fernando lançou a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) disse que o  objectivo era a redução de inspecções que actuam sobre os agentes económicos, da corrupção e que as inspecções fossem feitas apenas pelo corpo único. Na altura apelou-se a participação do público na denúncia de irregularidades por parte dos fiscais e exortou-se também aos agentes econômicos a venderem produtos que não atentassem contra a saúde do consumidor.

Passados sensivelmente 7 anos, vale a pena reconhecer que a criação da INAE hoje transforma-se em resultados visíveis, sob liderança de MARIA RITA FREITAS, pelo trabalho que esta instituição vem levando à cabo.  Vimos exemplos de alguns estabelecimentos comerciais encerrados em Maputo, em Nampula e outros pontos por problemas de vária ordem. Não interessa a ninguém ter uma inspecção e ser vitima de alguma ausência de uma inspecção. A INAE está a fazer apenas o seu trabalho e a produzir resultados que satisfazem os consumidores e contribuem para a protecção da saúde pública em Moçambique. Por isso é importante potenciar esta instituição.

É importante que os agentes económicos em geral colaborem nestas iniciativas que a INAE tem levado à cabo, pautando por uma postura que propicie bom atendimento, higiene e segurança para os trabalhadores e para o público em geral. Não faz sentido que a INAE encerre um estabelecimento hoje e o vizinho ao lado não tome imediatamente as devidas providencias. Aqueles estabelecimentos comerciais que ainda não observam as exigências básicas para o seu bom funcionamento devem se preocupar em melhorar e não aguardar que venha uma inspecção para faze-lo.

Bem haja INAE

 

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