Basilio Muhate, Inteligencia dos Moçambicanos, Moçambique, Mulher Moçambicana, Sem categoria

A Psicologia do eu e do outro: reflexões rumo à operacionalização epistémica

Maria Passades Pereira*

O euismo, o outrismo e o nossismos são formas (ins)conscientes de ideologia e de comportamento de educação, de socialização, de culturação e, quiçá, de politização. A Narrativa Moçambicana precisa e deve ser indagada de forma cristalina por várias áreas do saber, não para encontrar a resposta ou fórmula mágica, mas, para juntas, estas áreas do saber terem ferramentas e instrumentos analíticos para ofertar a sociedade para um melhor entendimento desta desta bela narrativa com nome masculino: Moçambique.

Qual seria o contributo da Psicologia (Social) para o ethos Moçambique como um campo fértil, despido, cru, místico, completo, incompreensível, curioso e por lapidar? Ou por outra, esta elasticidade composta por uma (des)harmonia dos contrários é aqui pensada não de forma preconceituosa, mas sim, na sua relação entre o euismo e outrismo onde ambas levariam ao nossismo. Pois, para uns, a Narrativa Actual Moçambicana pode ser um campo de aberturas analíticas e, para outros, pode ser um campo fechado, linear e sem esperança, quando estes dois não comunicam, não procuram uma forma de entendimento, entram para um status quo nocivo que levaria a pontes quebradas, onde de um lado tens o eu e do outro lado bem distante tens o outro que pensa de forma diferente e, consequentemente, é visto como o eterno outro a abater (no sentido de: colocar à margem da sociedade e da cidadania), o que seria o nossismos.

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Basilio Muhate, historia de mocambique, Inteligencia dos Moçambicanos, Literatura Moçambicana, Moçambique, Samora Machel

​DISCURSO PROFERIDO PELO DOUTOR EDUARDO CHIVAMBO MONDLANE, PRIMEIRO PRESIDENTE DA FRELIMO, NA SESSÃO DE ABERTURA DO I CONGRESSO DA FRELIMO 

Dar-es-Salaam, 23 de Setembro de 1962

FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) nasceu da fusão de três movimentos (MANU, UNAMI e UDENAMO). Esse processo foi antecedido de reuniões e consultas entre os vários actores então envolvidos. Como resultado desses encontros, foi criada uma comissão constitutiva para a formação de um único movimento. A comissão, composta por Marcelino dos Santos, Pascoal Mocumbi, João Munguambe, Feliciano Gundana, trabalhou e organizou a primeira reunião que culminou com a formação da Frente de Libertação de Moçambique – FRELIMO, em 25 de Junho de 1962. Após a criação, os militantes deste movimento decidiram organizar o primeiro Congresso, órgão máximo do movimento, para definir os objectivos, os programas e as acções concretas para que todos os Moçambicanos que aderissem ao movimento libertador os assumissem com coragem e determinação . Assim, o primeiro Congresso da FRELIMO realizou-se em Dar-es-Salam, entre 23 e 28 de Setembro de 1962, no “Arnotorgh Hall”. Estiveram presentes 80 delegados e 500 observadores . Entre os convidados estavam duas figuras de alto nível da TANU e do Governo de Tanganhica que fizeram discursos de encorajamento e de prontidão do povo tanzaniano na procura do caminho para a Independência de Moçambique. Tratou-se do então Vice-Presidente Rashidi Nfaume Kawawa e de Oskar Kambona, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional .

Na abertura do Congresso, o Presidente da FRELIMO, Doutor Eduardo Chivambo Mondlane, proferiu o seguinte discurso:

Compatriotas Moçambicanos, irmãos Moçambicanos.

Sentimos um grande prazer por, mais uma vez, vos ver reunidos nesta sala. Estivestes aqui presentes ontem, feriado, e depois de um longo dia de intenso trabalho, eis que nos vemos novamente.

A vossa presença compatriotas, constitui, em si uma prova indiscutível do interesse que tendes pela árdua luta contra o colonialismo. Mostra ainda que nenhuma circunstância, por mais difícil que ela seja, vos impedirá de continuar a lutar.

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Doenças em Moçambique., Inteligencia dos Moçambicanos, QI de Moçambique

Coeficiente de inteligência QI e doenças infecciosas em Moçambique




Um estudo publicado por Christopher Epigghttp://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif, da http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gifUniversity of New Mexicohttp://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif,http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif supõe que a distribuição mundial da capacidade cognitiva é determinada, em certa medida, pela variação na intensidade de doenças infecciosas.  O estudo sugere ainda que, um ser humano em desenvolvimento terá dificuldade em construir um cérebro e lutar contra as doenças infecciosas, ao mesmo tempo, pois ambas são tarefas metabolicamente muito caras. Para o efeito o estudo usou  medidas de quociente de inteligência média nacional (QI). As doenças infecciosas continuam a ser o mais poderoso desgastante de QI médio nacional . 

O Estudo é interessante, pois coloca Moçambique como um dos países mais afectados, com um Quociente de inteligência (QI) médio de 64 pontos, numa lista de 192 países. Na parte inferior da lista de inteligência média (QI) está a Guiné Equatorial, seguida por Santa Lúcia, Camarões, Moçambique  e Gabão.  Estes países possuem igualmente o maior índice de doenças infecciosas. No topo da lista dos países com a maior inteligência média estão Cingapura, seguida pela Coréia do Sul, China e Japão. Estes países apresentam níveis relativamente baixos de doença. A lista dos países incluídos no estudo podem ser encontradas http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gifaquihttp://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif.http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif
Pode-se com este estudo concluir que a inteligência dos Moçambicanos está a ser negativamente afectada pelas doenças que constituem nossos principais problemas de saúde pública (malária, tuberculose, Hiv-sida, etc), e por esse motivo os Moçambicanos gastam mais energias em saúde, que deviam ser usadas em outros sectores, o que afecta negativamente a nossa inteligência ?

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