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Primeiro Discurso de Estado proferido por Samora Moisés Machel, Presidente da FRELIMO, por ocasião da sua tomada de posse como Presidente da República Popular de Moçambique

Maputo, 25 de Junho de 1975

Moçambicanas, Moçambicanos;

Operários, Camponeses, Combatentes, Compatriotas:
Às zero horas de hoje nasceu a República Popular de Moçambique, Estado que nasceu do combate multissecular do nosso povo pela liberdade e independência. Estado em que pela primeira vez no nosso país se implanta o poder da aliança dos trabalhadores.

A nenhum moçambicano, a nenhum cidadão de qualquer país, livre ou ainda oprimido, escapa a profunda significação histórica deste momento na vida do nosso povo, como não escapa também a dimensão internacional deste facto em relação à Comunidade das Nações da qual passamos a fazer plenamente parte integrante.

Mas é menos sobre o presente, embora exaltante que vivemos e que transparece nas nossas faces, nas nossas casas, nas nossas ruas, mas que existe mais profundamente ainda nas nossas consciências, é menos sobre esse presente imediato de alegria, de entusiasmo e de euforia que queremos falar. Queremos sobretudo recordar o passado para melhor poder projectar o futuro.

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Basilio Muhate, historia de mocambique, Inteligencia dos Moçambicanos, Literatura Moçambicana, Moçambique, Samora Machel

​DISCURSO PROFERIDO PELO DOUTOR EDUARDO CHIVAMBO MONDLANE, PRIMEIRO PRESIDENTE DA FRELIMO, NA SESSÃO DE ABERTURA DO I CONGRESSO DA FRELIMO 

Dar-es-Salaam, 23 de Setembro de 1962

FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) nasceu da fusão de três movimentos (MANU, UNAMI e UDENAMO). Esse processo foi antecedido de reuniões e consultas entre os vários actores então envolvidos. Como resultado desses encontros, foi criada uma comissão constitutiva para a formação de um único movimento. A comissão, composta por Marcelino dos Santos, Pascoal Mocumbi, João Munguambe, Feliciano Gundana, trabalhou e organizou a primeira reunião que culminou com a formação da Frente de Libertação de Moçambique – FRELIMO, em 25 de Junho de 1962. Após a criação, os militantes deste movimento decidiram organizar o primeiro Congresso, órgão máximo do movimento, para definir os objectivos, os programas e as acções concretas para que todos os Moçambicanos que aderissem ao movimento libertador os assumissem com coragem e determinação . Assim, o primeiro Congresso da FRELIMO realizou-se em Dar-es-Salam, entre 23 e 28 de Setembro de 1962, no “Arnotorgh Hall”. Estiveram presentes 80 delegados e 500 observadores . Entre os convidados estavam duas figuras de alto nível da TANU e do Governo de Tanganhica que fizeram discursos de encorajamento e de prontidão do povo tanzaniano na procura do caminho para a Independência de Moçambique. Tratou-se do então Vice-Presidente Rashidi Nfaume Kawawa e de Oskar Kambona, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional .

Na abertura do Congresso, o Presidente da FRELIMO, Doutor Eduardo Chivambo Mondlane, proferiu o seguinte discurso:

Compatriotas Moçambicanos, irmãos Moçambicanos.

Sentimos um grande prazer por, mais uma vez, vos ver reunidos nesta sala. Estivestes aqui presentes ontem, feriado, e depois de um longo dia de intenso trabalho, eis que nos vemos novamente.

A vossa presença compatriotas, constitui, em si uma prova indiscutível do interesse que tendes pela árdua luta contra o colonialismo. Mostra ainda que nenhuma circunstância, por mais difícil que ela seja, vos impedirá de continuar a lutar.

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Cooperação China-Africa vista pela juventude Africana *

* Edmundo Galiza Matos Junior, intervenção em representação de África na abertura do Primeiro Festival da Juventude Asia-Africa, Beijing

Distintos dirigentes da República Popular da China
Caros jovens asiáticos, africanos e nossos hospedeiros da China
Minhas senhoras e meus senhores

1. Cabe-nos a honra de proceder a um discurso em representação de todos os jovens africanos, convidados pelo nosso país amigo e irmão, a China e fazemos com bastante agrado, mas sobretudo com muita esperança de aqui renovarmos os nossos laços de irmandade;

2. Começo por fazer um enquadramento histórico, político e social do nosso maravilhoso continente, África;

3. O Norte da África é a região mais antiga do mundo. A civilização egípcia floresceu e inter-relacionou-se com as demais áreas culturais do mundo mediterrâneo;

4. Durante o século quinze, exploradores europeus de Portugal, da Espanha, da França, da Inglaterra e dos Países Baixos chegaram a África e iniciaram o comércio de escravos;

5. Os nossos antepassados foram usados para desenvolver o ocidente como mão-de-obra barata, como escravos. As primeiras viagens científicas a Africa realizadas por Charles-Jacques Poncet na Abissínia, em 1700; James Bruce em 1770, procurando o local onde nasce o Nilo; Friedrich Konrad Hornermann viajando no deserto da Líbia num camelo, em 1798; Henry Morton Stanley e David Livingstone na bacia do Congo, em 1879 abriram as portas para a divisão de um continente que destruiu e modificou as estruturas sociais, económicas, políticas e religiosas da maioria do território da África negra;

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2017: o ano de uma nova caminhada em Moçambique?

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Não há dúvidas de que 2016 foi um ano adverso. Tanto ao nível nacional como internacional, desde a tensão político-militar, passando pela depreciação cambial em Moçambique; a difícil gestão da dívida pública, passando pelas tensões económicas e políticas em alguns países do continente africano, as situações na Ucrânia e na Síria, o impeachment à Presidenta Brasileira Dilma Rousseff; o escândalo de corrupção que foi descoberto através de 11,5 milhões de documentos, denominado “Panamá papers”; as eleições norte americanas que elegeram Donald Trump numa eleição Disputada com a Democrata Hillary Clinton, dentre outros.

O que é que 2017 pode nos trazer ?

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Juventude

OJM 39 anos depois: Assumir a responsabilidade 

A Organização da Juventude Moçambicana (OJM), fundada a 29 de Novembro de 1977 celebra hoje o seu trigésimo nono aniversário. Vão os meus votos de sucessos a todos meus amigos e companheiros da nossa Jota, que continuemos a consolidar a nossa FRELIMO

A fotografia acima ilustra parte da geração dos jovens pioneiros da OJM, sob liderança de Zacarias Kupela, ao lado do fundador da OJM o Presidente Samora Machel, líder que continua a inspirar à juventude Moçambicana.

Depois da sua fundação em 1977 até aos nossos dias, a OJM tem estado a promover a educação patriótica à Juventude Moçambicana e a exercer cidadania activa, por isso vale a pena também deixar o meu reconhecimento aos percusores e ativistas da Jota onde dentre vários destaco os seus maiores servidores, nomeadamente Zacarias Kupela, Leonardo Candeeiro, Gaspar Sitoe (em memória), José Patrício (em memória), Pedro Cossa e Mety Gôndola.

Para muitas mulheres e homens outrora jovens e activistas, como Alcinda de Abreu Mondlane, Edson Macuácua, Cidália Chauque Oliveira, Suzete Dança a minha vênia. O país é feito de memória mas também de braços trabalhadores. Por mais céticos que alguns queiram ser, deverão ao fim do dia, querer satisfazer as necessidades básicas: alimentação, vestuário, trabalho. A verdade é que não existe nenhum cético assumido que não reconheça a sua obrigação de trabalhar para, pelo menos satisfzer essas necessidades báscias. Por causa disso e por reconhecer essas premências, considero que os céticos são cínicos ao mesmo tempo, por instilarem nas massas e na juventude o vício da paralesia e da letargia, do nada-mais-há-a-fazer, do apontar do dedo e ficar-se por ai.

Nós jovens devemos ter sempre em mente que a excitação pelo cetisimo e pelo atirar-pela-janela-fora da esperança, são armas extremamente mortíferas, quais autênticas bombas atómicas. Porque se nós não fizermos algo em prol do nosso país e das organizações nas quais estamos inseridos, alguem o fará: e irão comprometer o futuro de toda nação, com a introdução no poder de cavalos de troia.

Estejamos vigilantes, trabalhadores e criticos superadores. 

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Samora Machel

Samora Machel inspira a juventude Moçambicana

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O 19 de Outubro remete-nos para os longínquos mas também tão próximos 30 anos atrás, quando em 1986 o avião presidencial Tupolev despenhou em Mbuzini, África do Sul matando o então Presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moisés Machel e parte da sua comitiva.

Grande percursor do movimento associativo juvenil no Moçambique independente e mesmo antes disso, grande mobilizador popular e dirigente inspirador, Samora é hoje referência para a juventude moçambicana – a seiva da nação – pelos princípios e ideias que advogava.

Samora Machel continua a inspirar muitos cidadãos moçambicanos, africanos e do mundo em, desde Desmond Tutu, Nelson Mandela, Ronald Reagan, Margareth Thatcher, Thomas Sankara ou Sekou Touré, só para recordar algumas sumidades do mundo, até a mais nova criança moçambicana capaz de balbuciar as primeiras palavras.

Foi sua iniciativa quando a 29 de Novembro de 1977, fundou a Organização da Juventude Moçambicana (OJM). Ali surgiam os primeiros líderes juvenis do Moçambique pós-independência,  dentre os quais destaco Zacarias Kupela, Paulo Ivo Garrido, Alcinda de Abreu, Gabriel Pereira, Nuromomad Hassamo, António Alfredo Cuna, Arnaldo Paris, Beleza Fernandes, Andira Hamela.

Não há sombra de dúvida em relação ao impulso que Samora Machel deu à juventude daquela época em que liderou os destinos da nação. Hoje, a então liderança juvenil constitui o baluarte da sabedoria do país e fonte da sustentabilidade do partido de que sou membro.

O mundo rendeu-se e rende-se a figura de Samora Moisés Machel dados os valores que em nós todos incutiu e moldou a nossa forma de ser Frelimo: espírito de entrega, de sacrifício, de trabalho e da solidariedade. Por várias vezes, Samora disse que um verdadeiro patriota devia ser «primeiro no sacrifício e último no benefício».

O rico e inspirador legado do Presidente Samora Moisés Machel deve constituir para nós viventes, de fonte de inspiração para que as novas gerações, de quem se espera um contributo muito grande para levar de vencida a pobreza absoluta, possam cumprir com o seu dever patriótico nesse sentido.

Inspirados em Samora Machel forjaram-se vários líderes em Moçambique, nas mais variadas áreas do nosso quotidiano, pessoas honestas, íntegras, trabalhadoras, corajosas e determinadas nas causas que advogam.

A juventude moçambicana tem o desafio de imortalizar a vida e obra do Presidente Samora Moisés Machel, possa se entregar no estudo científico da sua obra e a sua consequente publicação e divulgação.

Samora Machel Vive! Salvé.

Basílio Muhate

 

 

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Ode ao Professor Moçambicano

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O professor é um actor chave da nossa sociedade e hoje, sendo 12 de Outubro, seu dia, vai a minha solidariedade para com todos os professores de Moçambique, que asseguram o direito à educação para todos e contribuem significativamente para a formação do Homem, transmitindo conhecimentos e abrindo oportunidades para os cidadãos.

Vale a pena exaltar a Organização Nacional dos Professores (ONP) e figuras como o professor Gideon Ndobe, ministro do Governo de transicao da FRELIMO dirigido por Joaquim Chissano em 1974 e Graça Machel, ministra da Educação e Cultura (1975 a 1979) pelo seu papel na promoção do papel do professor, organizando e implementando as grandes ideias do Presidente Samora Machel sobre o sistema de ensino em Moçambique. Este legado continuou com outras figuras importantes e hoje, o sector da educação, sob liderança de Jorge Ferrão, continua apostado na formação do Homem, com novos desafios conjunturais.

Varios cidadãos Moçambicanos deram um grande contributo para o país transmitindo conhecimento, independentemente das suas condições de trabalho, sabendo que o país ainda tem desafios no sector da educação. Todos nós temos ou tivemos professores nos quais nos inpiramos positivamente ao longo dos nossos estudos, verdadeiros herois, lideres e referências.

Que os professores continuem a sua missão com a responsabilidade e o profissionalismo que lhes é característico, sem descurar o sentido de missão que contribui para o desenvolvimento do país.

Bem haja 12 de Outubro !
Bem haja professor Moçambicano !

Basilio Muhate

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