Samora Machel

Samora Machel inspira a juventude Moçambicana

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O 19 de Outubro remete-nos para os longínquos mas também tão próximos 30 anos atrás, quando em 1986 o avião presidencial Tupolev despenhou em Mbuzini, África do Sul matando o então Presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moisés Machel e parte da sua comitiva.

Grande percursor do movimento associativo juvenil no Moçambique independente e mesmo antes disso, grande mobilizador popular e dirigente inspirador, Samora é hoje referência para a juventude moçambicana – a seiva da nação – pelos princípios e ideias que advogava.

Samora Machel continua a inspirar muitos cidadãos moçambicanos, africanos e do mundo em, desde Desmond Tutu, Nelson Mandela, Ronald Reagan, Margareth Thatcher, Thomas Sankara ou Sekou Touré, só para recordar algumas sumidades do mundo, até a mais nova criança moçambicana capaz de balbuciar as primeiras palavras.

Foi sua iniciativa quando a 29 de Novembro de 1977, fundou a Organização da Juventude Moçambicana (OJM). Ali surgiam os primeiros líderes juvenis do Moçambique pós-independência,  dentre os quais destaco Zacarias Kupela, Paulo Ivo Garrido, Alcinda de Abreu, Gabriel Pereira, Nuromomad Hassamo, António Alfredo Cuna, Arnaldo Paris, Beleza Fernandes, Andira Hamela.

Não há sombra de dúvida em relação ao impulso que Samora Machel deu à juventude daquela época em que liderou os destinos da nação. Hoje, a então liderança juvenil constitui o baluarte da sabedoria do país e fonte da sustentabilidade do partido de que sou membro.

O mundo rendeu-se e rende-se a figura de Samora Moisés Machel dados os valores que em nós todos incutiu e moldou a nossa forma de ser Frelimo: espírito de entrega, de sacrifício, de trabalho e da solidariedade. Por várias vezes, Samora disse que um verdadeiro patriota devia ser «primeiro no sacrifício e último no benefício».

O rico e inspirador legado do Presidente Samora Moisés Machel deve constituir para nós viventes, de fonte de inspiração para que as novas gerações, de quem se espera um contributo muito grande para levar de vencida a pobreza absoluta, possam cumprir com o seu dever patriótico nesse sentido.

Inspirados em Samora Machel forjaram-se vários líderes em Moçambique, nas mais variadas áreas do nosso quotidiano, pessoas honestas, íntegras, trabalhadoras, corajosas e determinadas nas causas que advogam.

A juventude moçambicana tem o desafio de imortalizar a vida e obra do Presidente Samora Moisés Machel, possa se entregar no estudo científico da sua obra e a sua consequente publicação e divulgação.

Samora Machel Vive! Salvé.

Basílio Muhate

 

 

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Ode ao Professor Moçambicano

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O professor é um actor chave da nossa sociedade e hoje, sendo 12 de Outubro, seu dia, vai a minha solidariedade para com todos os professores de Moçambique, que asseguram o direito à educação para todos e contribuem significativamente para a formação do Homem, transmitindo conhecimentos e abrindo oportunidades para os cidadãos.

Vale a pena exaltar a Organização Nacional dos Professores (ONP) e figuras como o professor Gideon Ndobe, ministro do Governo de transicao da FRELIMO dirigido por Joaquim Chissano em 1974 e Graça Machel, ministra da Educação e Cultura (1975 a 1979) pelo seu papel na promoção do papel do professor, organizando e implementando as grandes ideias do Presidente Samora Machel sobre o sistema de ensino em Moçambique. Este legado continuou com outras figuras importantes e hoje, o sector da educação, sob liderança de Jorge Ferrão, continua apostado na formação do Homem, com novos desafios conjunturais.

Varios cidadãos Moçambicanos deram um grande contributo para o país transmitindo conhecimento, independentemente das suas condições de trabalho, sabendo que o país ainda tem desafios no sector da educação. Todos nós temos ou tivemos professores nos quais nos inpiramos positivamente ao longo dos nossos estudos, verdadeiros herois, lideres e referências.

Que os professores continuem a sua missão com a responsabilidade e o profissionalismo que lhes é característico, sem descurar o sentido de missão que contribui para o desenvolvimento do país.

Bem haja 12 de Outubro !
Bem haja professor Moçambicano !

Basilio Muhate

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Letter to youth wings of former liberation movements

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Dr Elijah Ngurare

As I write this letter to you, I came to these plains of Siurungu village, on the outskirt of Nkurenkuru town in northern Namibia on the border with southern Angola. It is here on these banks of the Kavango River, that my childhood memories were ignited. As a little boy in the 1970s, I looked after cattle, goats and started school under a tree at Kakuro village. Those years, we were not free. We were governed from Pretoria, South Africa by the Apartheid government. This country was called South West Africa (Namibia) and we were divided in tribal homelands. Thus, this part of the country was governed by Kavangos under “Administrasie van Kavangos”. It was my late father from whom I learned about liberation movements “SWAPO ya Semma”; “MPLA ya Netu”, “UNIP ya Kaunda” and “ANC ya Tambo”.

Today, Namibia is free and is ruled by SWAPO while Angola is ruled by MPLA and South Africa is ruled by the ANC. The same goes to other former liberation movements like CCM (Tanzania), ZANU PF (Zimbabwe) and FRELIMO (Mozambique). Only UNIP (Zambia) is out of power. It is also true that Africa is now in the hands of Africans. There is no guarantee that we shall rule forever, if no decisive and deliberate effort is made to lay a strong ideological foundation in the hearts and minds of our young people.

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