Educação em Moçambique

Ano lectivo 2017 em Moçambique: investir na qualidade de ensino

Sob o lema “Por Uma Educação de Qualidade Rumo ao Desenvolvimento Humano” iniciaram hoje as aulas em Moçambique, o ano lectivo 2017 para o ensino de nível primário e secundário geral e técnico-profissional, e logo a seguir no ensino superior. O primeiro dia de aulas é um momento particularmente importante para os alunos e encarregados de educação, principalmente para aqueles meninos que vão à escola pela primeira vez.

Já desde os primeiros dias do ano 2017 saltam à vista algumas preocupações ligadas a escassez de professores para fazer face a demanda, a insuficiência de infraestruturas de educação, a questão da qualidade de ensino em Moçambique, a exiguidade de meios materiais e financeiros, a falta de carteiras que faz com que milhares de meninos moçambicanos continuem a estudar durante anos sentados no chão, a gestão e distribuição do livro escolar e várias questões e desafios ligados ao professor moçambicano e ao seu desempenho.

Uma outra preocupação que nunca quer calar é o consumo de bebidas alcoólicas e drogas em estabelecimentos de ensino e/ou arredores por estudantes e professores. É preciso que estes se abstenham do consumo desses produtos nocivos para a saúde e ao crescimento e desenvolvimento humano. Isto as vezes pode se associar à violência tal como no caso do esfaqueamento de um estudante na Escola Secundária Josina Machel   o que não é nada saudável para a o nosso sistema de educação. Estas preocupações impõem desafios de melhoria contínua no sector da Educação.

Aos cerca de 6.9 milhões de alunos inscritos neste ano lectivo de 2017 nos cerca de 13.250 estabelecimentos de ensino existentes em #Moçambique exige-se muito empenho de todos, alunos, gestores escolares, pais e professores – estes últimos que os chamou de principal activo do processo de ensino, tal como foi referido na abertura do ano lectivo pelo Presidente da República Filipe Jacinto Nyusi, na província de Gaza,  que igualmente encorajou reformas positivas no ensino.

O desafio da qualidade de ensino envolve muitos recursos humanos, materiais e financeiros, envolve muito trabalho e determinação e envolve acima de tudo toda a sociedade em geral, desde as famílias Moçambicanas, que são a célula base da sociedade. É em casa junto à família onde começa todo o processo de melhoria da qualidade de educação de uma nação, sendo que os valores morais, culturais e sociais forjam-se no meio familiar, no meio doméstico. A escola complementa todo o esforço feito na família, a célula base da sociedade.

O direito à educação em Moçambique está salvaguardado pela lei e sempre foi uma prioridade nacional, desde os primórdios da independência nacional, com o Presidente Samora Machel a liderar um amplo movimento de promoção da educação para todos, incluindo a alfabetização de adultos e o grande movimento do “8 de Março” que tinha como objectivo formar Moçambicanos em várias matérias usando o potencial humano existente na altura.

Vão os meus votos de um próspero ano lectivo de 2017

Basilio Muhate

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Ode ao Professor Moçambicano

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O professor é um actor chave da nossa sociedade e hoje, sendo 12 de Outubro, seu dia, vai a minha solidariedade para com todos os professores de Moçambique, que asseguram o direito à educação para todos e contribuem significativamente para a formação do Homem, transmitindo conhecimentos e abrindo oportunidades para os cidadãos.

Vale a pena exaltar a Organização Nacional dos Professores (ONP) e figuras como o professor Gideon Ndobe, ministro do Governo de transicao da FRELIMO dirigido por Joaquim Chissano em 1974 e Graça Machel, ministra da Educação e Cultura (1975 a 1979) pelo seu papel na promoção do papel do professor, organizando e implementando as grandes ideias do Presidente Samora Machel sobre o sistema de ensino em Moçambique. Este legado continuou com outras figuras importantes e hoje, o sector da educação, sob liderança de Jorge Ferrão, continua apostado na formação do Homem, com novos desafios conjunturais.

Varios cidadãos Moçambicanos deram um grande contributo para o país transmitindo conhecimento, independentemente das suas condições de trabalho, sabendo que o país ainda tem desafios no sector da educação. Todos nós temos ou tivemos professores nos quais nos inpiramos positivamente ao longo dos nossos estudos, verdadeiros herois, lideres e referências.

Que os professores continuem a sua missão com a responsabilidade e o profissionalismo que lhes é característico, sem descurar o sentido de missão que contribui para o desenvolvimento do país.

Bem haja 12 de Outubro !
Bem haja professor Moçambicano !

Basilio Muhate

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